Diagnóstico foliar do café arábica
DRIS, faixa de suficiência por época e fertigrama a partir da mesma análise de folha. Digite os teores, escolha a época da coleta e compare os três métodos. A aba Cálculos mostra todas as contas para conferir.
Fertigrama
- Faixa de suficiência da época
- Centro da faixa (1×)
- Sua folha
- Dentro da faixa
- Abaixo
- Acima
Como ler
Cada eixo é um nutriente. O anel tracejado (1×) marca o centro da faixa de suficiência da época, e a mancha verde em volta dele é a própria faixa. A linha cheia é a sua folha: onde ela passa dentro da mancha verde, o nutriente está dentro da faixa. Reentrâncias para o centro indicam falta, pontas para fora indicam excesso.
O fertigrama compara cada nutriente isoladamente com a sua referência, como a faixa de suficiência. Quem mostra o equilíbrio entre os nutrientes é o DRIS.
Ver os mesmos valores em tabela
Sobre os métodos, as fontes e os limites desta página
Como coletar a folha
- 3º e 4º par de folhas a partir da ponta do ramo, no terço médio da planta, sem danos de praga, doença ou clima.
- Em cada gleba homogênea (histórico, cultivar, idade e manejo), caminhando em zigue-zague: 25 plantas de um lado e 25 do lado contrário, totalizando 100 folhas.
- No mínimo 30 dias depois da última adubação, no solo ou nas folhas. Evitar dias próximos de chuva, porque o potássio é lavado das folhas.
- A análise pode ser feita em qualquer época do ano, desde que se compare com a referência da mesma época. Ela não substitui a análise de solo.
Faixa de suficiência por época
Tabela de parâmetros para análise de folha do cafeeiro divulgada pela Rehagro, para lavouras com produção média de 30 a 40 sacas beneficiadas por hectare, folhas recém-maduras, resultado na matéria seca. Fontes citadas no artigo: Fertibrás e E. Malavolta / G. C. Vitti. Macros em g/kg e micros em mg/kg.
Atenção: os números desta tabela foram transcritos de uma imagem do artigo. Confira com a tabela original antes de usar em recomendação. Se algum valor estiver diferente, é só corrigir a lista EPOCAS no início do código.
As relações entre nutrientes (aba Faixa) foram calculadas a partir dessas faixas: o menor valor do numerador dividido pelo maior do denominador, e o contrário. A tabela de relações que aparece na imagem do artigo bate com esse cálculo em 150 das 156 células de limites. Das 6 restantes, 2 diferem só por arredondamento e 4 destoam de verdade (por exemplo, Fe/Mn de março a abril com máximo 0,5, quando o cálculo dá 2,0; N/K e N/S de novembro a dezembro; K/Mn de setembro a outubro), então usei os valores calculados. Como saem das mesmas faixas, as relações não são uma segunda opinião independente.
O artigo também diz que índices DRIS de −1 a 1 são adequados. Essa escala é de outro cálculo e não vale para o DRIS desta página.
DRIS
Método de Beaufils (1973) com o cálculo de Jones (1981): para cada par de nutrientes compara-se a relação da amostra com a relação média de lavouras de alta produtividade, em desvios padrão multiplicados por 10. O índice de cada nutriente é a média dessas comparações em que ele aparece, com sinal positivo quando está no numerador e negativo quando está no denominador: índice negativo é falta relativa, positivo é sobra relativa. IBN é a soma dos índices em valor absoluto e IBNm é o IBN dividido pelo número de nutrientes. Os índices somam zero.
Normas: Quadro 1 de Alvarez V. et al. (Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil), Minas Gerais, café arábica, média de dois anos consecutivos, 110 relações com média e coeficiente de variação. Foram amostradas 168 lavouras de 5 a 9 anos, com 3.000 a 5.000 plantas por hectare (coletas de 1996 a 1999); a referência são as 84 que passaram de 30 sacas por hectare. No material enviado não aparecem a produtividade média dessas 84 nem o mês da amostragem. As normas dos micros (Cu, Fe, Zn, Mn, B) têm coeficiente de variação alto e são menos estáveis.
A classe de resposta (P, PZ, Z, NZ, N) segue o critério do Potencial de Resposta à Adubação, usando o IBNm como margem de ruído. O IBNm não tem limite fixo: a escala depende das normas e da fórmula. Use para comparar glebas e acompanhar a mesma gleba ao longo dos anos.
Fertigrama
Gráfico radial com um eixo por nutriente, proposto por Martinez et al. (1999) segundo o material enviado. No original a referência é o nível crítico. Aqui a referência é o centro da faixa de suficiência da época, que é o dado disponível por nutriente e por época. Cada eixo mostra o teor dividido por esse centro (1× é o centro).
Diagramas e aba Cálculos
O diagrama do DRIS mostra o índice de cada nutriente em barras, com a margem de ruído (± IBNm) em cinza. O diagrama da faixa mostra onde cada teor cai em relação à faixa da época: dentro dela, pela posição entre o mínimo e o máximo; fora dela, pela distância em % do limite (a ponta do trilho vale 50%). O esquema da curva de resposta (aba Faixa) foi refeito a partir da Figura 2 do material enviado e não tem valores reais. A aba Cálculos mostra as contas com os números da sua amostra: a matriz dos Z das 110 razões, a conta de qualquer razão passo a passo, as normas e as faixas usadas e como refazer tudo no Excel.
Leitura combinada
A faixa mostra o nível absoluto de cada nutriente. O DRIS mostra o equilíbrio entre eles. Por isso é normal discordarem: um nutriente pode estar abaixo da faixa e, ao mesmo tempo, sobrando no DRIS, porque os outros estão ainda mais baixos. A forma de cruzar os dois (rótulos e textos da aba Resumo) é uma regra sugerida para ajudar na leitura, não uma norma oficial.
Limites
- Nenhum dos métodos calcula dose em kg/ha. A dose vem da análise de solo (5ª Aproximação); a análise foliar serve para confirmar ou moderar.
- Os resultados dependem da coleta e da unidade digitada. A página avisa quando os valores parecem estar na unidade errada.
- Normas de outras regiões e de outros sistemas de cultivo podem ser bem diferentes das de Minas Gerais.