Bula do Intrepid 240 SC: composição, doses, aplicação e intervalo de segurança

Se você está buscando a bula do Intrepid 240 SC, nesta página reunimos as principais informações técnicas do produto de forma organizada e prática para consulta. Aqui você encontra dados sobre composição, classe agronômica, culturas registradas, doses recomendadas, modo de aplicação, intervalo de segurança, manejo de resistência, toxicologia e cuidados ambientais.

O Intrepid 240 SC é um inseticida fisiológico, não sistêmico, classificado como acelerador de ecdise, indicado para o manejo de lagartas em diferentes culturas. Por sua seletividade e segurança para inimigos naturais, o produto tem relevância em programas de Manejo Integrado de Pragas, MIP.

Resumo técnico: a bula do Intrepid 240 SC informa que o produto é formulado à base de metoxifenozida, pertence ao Grupo 18 de inseticidas e age sobre larvas de lepidópteros, imitando o hormônio da muda e provocando paralisação da alimentação, ecdise anormal e morte por inanição e desidratação.

Ficha técnica do Intrepid 240 SC

InformaçãoDetalhes
Nome comercialIntrepid 240 SC
Registro MAPA00699
Classe agronômicaInseticida não sistêmico acelerador de ecdise
Ingrediente ativoMetoxifenozida
Grupo químicoDiacilhidrazina
Grupo IRACGrupo 18
Tipo de formulaçãoSuspensão Concentrada, SC
Classificação toxicológicaCategoria 5, produto improvável de causar dano agudo
Periculosidade ambientalClasse III, produto perigoso ao meio ambiente

Composição do Intrepid 240 SC

A bula do Intrepid 240 SC informa a seguinte composição:

ComponenteConcentração
Metoxifenozida240,00 g/L, equivalente a 24,0% m/v
Outros ingredientes860,00 g/L, equivalente a 86,0% m/v

Como o Intrepid 240 SC age

Segundo a bula, o Intrepid 240 SC é um inseticida acelerador de ecdise que imita o hormônio natural da muda dos insetos, a ecdisona, atuando de forma específica sobre larvas de lepidópteros. O produto se liga fortemente à proteína receptora de ecdisona e ativa precocemente o processo da muda.

Na prática, isso significa que, logo após a exposição, as lagartas param de se alimentar, iniciam a formação de uma nova cutícula mal formada sob a antiga e acabam morrendo por inanição e desidratação. Por esse perfil de ação, o produto não tem efeito de choque imediato, sendo mais eficiente quando aplicado no início da infestação e em lagartas nos primeiros ínstares.

Destaque técnico: a bula do Intrepid 240 SC ressalta seu alto grau de seletividade e segurança para inimigos naturais, predadores e parasitoides, o que torna o produto especialmente útil em programas de Manejo Integrado de Pragas.

Culturas registradas na bula do Intrepid 240 SC

O Intrepid 240 SC é recomendado para as seguintes culturas:

  • Algodão
  • Feijão
  • Maçã
  • Milho
  • Soja
  • Tomate
  • Trigo

Bula do Intrepid 240 SC: doses, pragas e recomendações de uso

Algodão

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
CuruquerêAlabama argillacea60 a 90 mL/haMonitorar o cultivo e aplicar no início da infestação. A partir do florescimento, aplicar quando o nível atingir 1 a 2 lagartas pequenas por planta.
Lagarta-das-maçãsHeliothis virescens625 mL/haMonitorar o cultivo e aplicar no início da infestação.
Lagarta HelicoverpaHelicoverpa armigera500 a 625 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.

Número máximo de aplicações por ciclo: 2

Intervalo de aplicação: determinado em função da reinfestação

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 200 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação aérea com aeronave tripulada: 40 L/ha
  • Aplicação aérea com ARP ou drones: mínimo 10 L/ha

Feijão

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Falsa-medideiraChrysodeixis includens120 a 180 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.

Número máximo de aplicações por ciclo: 2

Intervalo de aplicação: determinado em função da reinfestação

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação aérea com aeronave tripulada: 40 L/ha
  • Aplicação aérea com ARP ou drones: mínimo 10 L/ha

Maçã

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Mariposa-orientalGrapholita molesta60 a 80 mL/100 LAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.

Número máximo de aplicações por ciclo: 4

Intervalo de aplicação: determinado em função da reinfestação

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 1000 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 1000 L/ha
  • Aplicação aérea com aeronave tripulada: 40 L/ha
  • Aplicação aérea com ARP ou drones: mínimo 10 L/ha

Milho

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Lagarta-do-cartuchoSpodoptera frugiperda150 a 180 mL/haAplicar no início da infestação, com lagartas até o 3º ínstar, cerca de 1,5 cm, e no máximo 20% de infestação.

Número máximo de aplicações por ciclo: 1

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 200 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 200 a 400 L/ha

Soja

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Lagarta-da-sojaAnticarsia gemmatalis60 a 90 mL/haAplicar no início da infestação, preferencialmente com predominância de lagartas pequenas.
Lagarta-falsa-medideiraChrysodeixis includens135 a 150 mL/haAplicar no início da infestação, preferencialmente com predominância de lagartas pequenas.
Lagarta HelicoverpaHelicoverpa armigera400 a 600 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.
Lagarta-das-maçãs-do-algodoeiroHeliothis virescens400 a 500 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.
Lagarta-das-vagensSpodoptera eridania400 a 500 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.

Número máximo de aplicações por ciclo:

  • 2 aplicações para lagarta-da-soja e lagarta-falsa-medideira
  • 3 aplicações para lagarta Helicoverpa, lagarta-das-maçãs-do-algodoeiro e lagarta-das-vagens

Intervalo de aplicação: determinado em função da reinfestação

Volume de calda:

  • Aplicação tratorizada: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação aérea com aeronave tripulada: 40 L/ha
  • Aplicação aérea com ARP ou drones: mínimo 10 L/ha

Tomate

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Broca-pequena-do-tomateiroNeoleucinodes elegantalis6 a 9 mL/100 LAplicar do início do florescimento até a colheita, sempre antes que as lagartas penetrem no fruto.
Traça-do-tomateiroTuta absoluta50 mL/100 LAplicar no início da infestação, preferencialmente com predominância de lagartas pequenas, atingindo toda a parte aérea da cultura.
Broca-grande-do-frutoHelicoverpa zea9 mL/100 LAplicar do início da frutificação até a colheita, sempre antes que as lagartas penetrem no fruto.

Número máximo de aplicações por ciclo: 4

Intervalo de aplicação:

  • 7 dias para broca-pequena-do-tomateiro e traça-do-tomateiro
  • 7 a 10 dias para broca-grande-do-fruto

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 400 a 1000 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 400 a 1000 L/ha

Observação importante: adicionar óleo vegetal ou mineral emulsionável na dose de 100 mL para cada 100 litros de água.

Trigo

PragaNome científicoDoseÉpoca de aplicação
Lagarta-do-trigoPseudaletia sequax100 a 150 mL/haAplicar quando o nível de dano econômico for atingido.

Número máximo de aplicações por ciclo: 2

Intervalo de aplicação: determinado em função da reinfestação

Volume de calda:

  • Aplicação costal: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação tratorizada: 100 a 200 L/ha
  • Aplicação aérea com aeronave tripulada: 40 L/ha
  • Aplicação aérea com ARP ou drones: mínimo 10 L/ha

Modo de aplicação do Intrepid 240 SC

Por ser um inseticida fisiológico, o Intrepid 240 SC não apresenta atividade imediata. Embora seja eficiente contra lagartas em diferentes fases de desenvolvimento, a bula recomenda que as aplicações sejam feitas no início das infestações e, preferencialmente, sobre lagartas de primeiros ínstares.

Doses mais elevadas promovem ação mais rápida e devem ser consideradas quando as lagartas estiverem em estágios mais avançados de desenvolvimento.

Aplicações terrestres

O produto pode ser aplicado com pulverizadores costais ou tratorizados, conforme a cultura. A definição de pontas, pressão de trabalho, velocidade, volume de calda e demais parâmetros deve seguir as recomendações do fabricante do equipamento e a orientação de um Engenheiro Agrônomo.

Segundo a bula:

  • Pulverizadores costais podem ser empregados em algodão, feijão, maçã, milho, tomate e trigo
  • Pulverizações tratorizadas podem ser realizadas em algodão, feijão, maçã, milho, soja, tomate e trigo

Aplicações aéreas

As aplicações aéreas podem ser utilizadas nas culturas de algodão, feijão, maçã, soja e trigo.

Aeronave tripulada: recomenda-se o uso de barras com pontas específicas ou atomizadores rotativos do tipo Micronair, sempre buscando boa cobertura. Toda aplicação deve ser controlada e monitorada por GPS.

Aeronave remotamente pilotada, ARP ou drones: a bula do Intrepid 240 SC informa os seguintes parâmetros gerais:

  • Altura de voo: 2,5 a 3 metros acima do alvo
  • Volume de calda: mínimo de 10 L/ha
  • Classe de gotas: fina
  • Faixa de aplicação: ajustar conforme o modelo do drone, geralmente entre 4 e 6 metros para multirrotores com até 30 kg de carga útil, quando não houver avaliação específica

A bula reforça a necessidade de planejamento de voo, sobreposição adequada de passadas, uso de técnicas de redução de deriva e atendimento às normas vigentes de MAPA, DECEA, ANAC e ANATEL.

Atenção: a aplicação com drones do Intrepid 240 SC deve ser realizada por empresas capacitadas, com equipamentos devidamente registrados, respeitando a legislação vigente e as distâncias de segurança estabelecidas.

Condições climáticas para aplicação

A bula do Intrepid 240 SC recomenda observar as condições climáticas ideais para a pulverização:

ParâmetroRecomendação
TemperaturaIgual ou inferior a 30°C
Umidade relativa do arAcima de 50%
Velocidade do ventoEntre 3 e 10 km/h

Para os demais parâmetros de tecnologia de aplicação, a bula orienta seguir as recomendações técnicas da pesquisa e da assistência técnica regional, sempre com orientação profissional.

Intervalo de segurança

CulturaIntervalo de segurança
Algodão7 dias
Feijão14 dias
Maçã14 dias
Milho7 dias
Soja7 dias
Tomate1 dia
Trigo14 dias

Intervalo de reentrada

Não entrar na área tratada antes da secagem completa da calda, respeitando no mínimo 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário entrar antes desse período, devem ser utilizados os EPIs recomendados para uso durante a aplicação.

Limitações de uso

A bula informa que nenhuma outra limitação de uso é conhecida. Ainda assim, para maiores informações, recomenda-se consultar um Engenheiro Agrônomo.

Manejo de resistência

O Intrepid 240 SC pertence ao Grupo 18, classificado como agonista de receptores de ecdisteroides, dentro do grupo químico das diacilhidrazinas. O uso repetido do mesmo mecanismo de ação pode favorecer o desenvolvimento de populações resistentes.

Para preservar a eficácia do produto, a bula recomenda:

  • Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 18
  • Usar o produto dentro de uma janela de aplicação compatível com o ciclo da praga
  • Evitar que o período total de exposição a diacilhidrazinas exceda 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas
  • Respeitar o intervalo de aplicação para reutilização do produto ou de outros do Grupo 18
  • Direcionar as aplicações às fases mais suscetíveis das pragas
  • Adotar outras táticas do MIP, como controle biológico, controle cultural, rotação de culturas e controle comportamental, quando apropriado
  • Utilizar as doses e modalidades de aplicação indicadas em bula

A bula também orienta que suspeitas de resistência sejam encaminhadas ao IRAC-BR e ao Ministério da Agricultura.

Manejo Integrado de Pragas

A bula do Intrepid 240 SC recomenda incluir outros métodos de controle de insetos dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, como controle cultural, controle biológico e demais táticas compatíveis com a realidade da lavoura.

EPIs e cuidados durante o uso

O uso de Equipamentos de Proteção Individual é obrigatório durante o preparo da calda, aplicação, limpeza do equipamento e descarte de embalagens.

Entre os EPIs mencionados na bula estão:

  • Calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente
  • Botas de borracha
  • Avental impermeável
  • Respirador com filtro mecânico classe P2
  • Viseira
  • Touca árabe
  • Luvas de nitrila

A bula também detalha a ordem para vestir e retirar os EPIs, além da necessidade de manutenção, limpeza e substituição conforme o fabricante.

Primeiros socorros

Em caso de intoxicação ou contato acidental, deve-se procurar imediatamente um serviço de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico.

  • Ingestão: não provocar vômito. Se houver vômito espontâneo, manter a pessoa deitada de lado. Não dar nada para beber ou comer.
  • Olhos: lavar com água corrente em abundância por pelo menos 15 minutos, evitando contaminação do outro olho.
  • Pele: retirar a roupa contaminada e lavar a pele com água corrente e sabão neutro.
  • Inalação: levar a pessoa para local aberto e ventilado.

Disque-Intoxicação: 0800-722-6001
Telefone de emergência da empresa: 0800 772 2492

Informações toxicológicas e médicas

A bula informa que as vias de exposição incluem dérmica, ocular, oral e inalatória. O diagnóstico de intoxicação aguda é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível. Em exposições crônicas ou ocupacionais com sintomas inespecíficos, pode ser sugerida a pesquisa do ingrediente ativo no sangue e na urina.

Tratamento: sintomático, sem antídoto específico. Em casos de meta-hemoglobinemia, pode ser indicada administração de oxigênio e, quando necessário, Azul de Metileno conforme avaliação médica.

Contraindicação: o vômito é contraindicado devido ao risco potencial de aspiração.

Toxicocinética da metoxifenozida

Em estudos com ratos, a metoxifenozida foi rapidamente absorvida, distribuída, metabolizada e quase completamente excretada em 48 horas. Aproximadamente 60 a 70% da dose oral foi absorvida, com pico plasmático em torno de 30 minutos após a administração.

Foi observada circulação êntero-hepática. O metabolismo envolveu demetilação, hidroxilação oxidativa e conjugação com ácido glucurônico, um importante mecanismo de detoxificação em mamíferos. Os maiores níveis teciduais foram observados no fígado, seguidos por adrenais, baço e sangue. A excreção ocorreu principalmente pelas fezes, cerca de 86,97%, e em menor proporção pela urina, cerca de 5,13%.

Após exposição dérmica em ratos machos, apenas cerca de 3% foi absorvido e entre 3 e 10% permaneceu na pele.

Sintomas e sinais clínicos

  • Olhos: pode causar irritação ocular leve
  • Pele: não causou irritação em estudos, porém a bula alerta que pode ser nocivo em contato com a pele
  • Inalação: pode causar irritabilidade das vias aéreas, como nariz e faringe
  • Ingestão: pode causar náuseas e vômitos
  • Sistêmicos: exposição significativa pode causar meta-hemoglobinemia

Em animais, foram descritas alterações hematológicas, hepáticas, em adrenais e rins. Em raros casos, podem ocorrer sintomas neurológicos. A bula destaca maior risco de agravamento da meta-hemoglobinemia em indivíduos com doença pulmonar crônica, doença coronariana e anemia.

Mecanismo de ação, absorção e excreção em animais de laboratório

Foram conduzidos estudos para determinar a farmacocinética da metoxifenozida. Segundo a bula do Intrepid 240 SC, o composto foi rapidamente depurado, sem evidências de bioacumulação em tecidos. O produto é pouco metabolizado e excretado principalmente pelas fezes.

Efeitos agudos e crônicos em animais de laboratório

Efeitos agudos

  • DL50 oral em ratos: superior a 5000 mg/kg
  • DL50 cutânea em ratos: superior a 2000 mg/kg
  • CL50 inalatória em ratos: não determinada nas condições do teste
  • Corrosão ou irritação cutânea em coelhos: não causou eritema nem edema
  • Corrosão ou irritação ocular em coelhos: não causou efeitos na íris, conjuntiva ou córnea
  • Sensibilização cutânea em cobaias: não sensibilizante dérmico
  • Sensibilização respiratória: não sensibilizante respiratório
  • Mutagenicidade: não mutagênico

Efeitos crônicos

Estudos de longo prazo realizados com a metoxifenozida demonstraram que o ingrediente ativo não apresenta características teratogênicas ou carcinogênicas, nem efeitos sobre a reprodução. Também não foi observada atividade mutagênica.

Em estudos crônicos com animais, foram descritas alterações hematológicas, incluindo anemia, hepatotoxicidade, alterações histopatológicas na tireoide e aumento do peso das glândulas adrenais.

Proteção do meio ambiente

A bula do Intrepid 240 SC classifica o produto como perigoso ao meio ambiente, Classe III, e informa que ele é altamente persistente no ambiente.

  • Evitar contaminação ambiental e preservar a natureza
  • Não utilizar equipamentos com vazamentos
  • Não aplicar com ventos fortes ou nas horas mais quentes
  • Aplicar somente as doses recomendadas
  • Não lavar embalagens ou equipamentos em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água
  • A destinação inadequada de embalagens e restos de produto pode contaminar solo, água e ar, prejudicando fauna, flora e saúde humana

Restrições para aplicação aérea

  • Não é permitida aplicação aérea com ARP ou drones a menos de 250 metros de povoações, cidades, vilas, bairros, moradias isoladas, agrupamentos de animais, mananciais de captação de água, reservas legais e áreas de preservação permanente, quando não forem áreas-alvo.
  • Não executar aplicação aérea a menos de 500 metros de povoações e de mananciais de captação de água para abastecimento público.
  • Não executar aplicação aérea a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível.

Armazenamento do produto

O Intrepid 240 SC deve ser armazenado em sua embalagem original, sempre fechada, em local exclusivo para produtos tóxicos e isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.

  • Construção de alvenaria ou material não combustível
  • Ambiente ventilado, coberto e com piso impermeável
  • Placa de advertência com os dizeres “CUIDADO, VENENO”
  • Local trancado e fora do alcance de crianças e pessoas não autorizadas
  • Disponibilidade de embalagens adequadas para conter vazamentos ou recolher embalagens rompidas

Em armazéns, devem ser observadas as instruções da NBR 9843 da ABNT, além das legislações estadual e municipal.

Procedimentos em caso de acidentes

Em caso de acidente, a bula orienta isolar e sinalizar a área contaminada, contatar as autoridades locais competentes e comunicar a empresa registrante.

Telefone da empresa: 0800 772 2492

O atendimento deve ser feito com EPI adequado, incluindo macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos de proteção e máscara com filtros.

  • Piso pavimentado: absorver com serragem ou areia, recolher com pá e colocar em recipiente lacrado e identificado.
  • Solo: retirar as camadas de terra contaminada até atingir solo não contaminado e acondicionar adequadamente.
  • Corpos d’água: interromper imediatamente a captação para consumo humano ou animal e contatar o órgão ambiental e o centro de emergência da empresa.

Em caso de incêndio, utilizar extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, permanecendo a favor do vento.

Lavagem, devolução, transporte e destinação de embalagens

Embalagem rígida lavável

Deve ser submetida à tríplice lavagem ou lavagem sob pressão imediatamente após o esvaziamento.

Tríplice lavagem:

  1. Esvaziar completamente a embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical por 30 segundos
  2. Adicionar água limpa até um quarto do volume
  3. Tampar e agitar por 30 segundos
  4. Despejar a água de lavagem no tanque
  5. Repetir o procedimento três vezes
  6. Inutilizar a embalagem perfurando o fundo

Armazenamento e devolução: a embalagem lavada deve ser armazenada com tampa, em local coberto, ventilado e com piso impermeável. A devolução é obrigatória em até um ano da compra, ou até seis meses após o vencimento, quando aplicável.

Embalagem rígida não lavável

Essa embalagem não pode ser lavada. Deve ser armazenada com tampa, separadamente das embalagens lavadas, em local adequado, e manuseada com luvas.

Embalagem secundária não contaminada

Também não pode ser lavada e sua devolução é obrigatória ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou ao local indicado na nota fiscal.

Transporte e destinação final

  • As embalagens vazias não podem ser transportadas com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas
  • A destinação final após devolução só pode ser realizada pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas
  • É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem das embalagens vazias pelo usuário
  • Produtos impróprios para uso ou em desuso devem ser devolvidos conforme orientação do registrante
  • A desativação do produto é feita por incineração em fornos apropriados, com lavagem de gases e aprovação do órgão ambiental competente

Restrições locais e observações finais de uso

A bula do Intrepid 240 SC informa restrição de uso no estado do Paraná para Helicoverpa zea na cultura do tomate. Além disso, o profissional responsável deve sempre verificar restrições decorrentes da legislação municipal, estadual e federal antes de recomendar o produto, confirmando se o alvo, a cultura e o modo de aplicação são permitidos localmente.

Consulta no Agrofit

Para verificar a situação regulatória do produto e consultar informações oficiais adicionais, recomenda-se acessar o sistema oficial do Ministério da Agricultura.

Clique aqui para consultar o produto no Agrofit

Conclusão

A bula do Intrepid 240 SC mostra que o produto é uma ferramenta importante no controle de lagartas em diversas culturas, especialmente quando utilizado no início da infestação e dentro de programas bem estruturados de Manejo Integrado de Pragas. Seu perfil de seletividade, aliado à ação fisiológica específica sobre lepidópteros, faz com que seja uma opção relevante em sistemas que valorizam o uso racional de inseticidas.

Ao mesmo tempo, a bula deixa claro que o uso correto depende de escolha adequada da dose, momento de aplicação, cobertura uniforme, respeito aos intervalos e observância rigorosa das medidas de segurança, tanto para o operador quanto para o meio ambiente.

Aviso importante: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a leitura da bula oficial, do rótulo e da receita agronômica. Antes de utilizar o produto, procure um profissional habilitado, leia a bula oficial na íntegra e siga rigorosamente suas orientações técnicas.

Nota editorial: as informações desta página foram organizadas para facilitar a consulta de produtores, técnicos e estudantes, mas a recomendação agronômica deve sempre ser individualizada e feita por profissional legalmente habilitado.

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